MERCADO MANTÉM PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO

Embora a economia do país esteja passando por tempos instáveis, o mercado de manutenção de veículos mantém um horizonte favorável no longo prazo. De acordo com o estudo realizado pela consultoria Roland Berger por encomenda das entidades de representação do aftermarket, a reposição automotiva apresenta perspectiva de crescimento contínuo de 4,6% ao ano e deve chegar aos R$ 104 bi movimentados até 2020 – o estudo foi apresentado em detalhes na edição 246 do Novo Varejo. A reportagem completa está disponível no site novovarejo.com.br.
 
Para debater as perspectivas do setor e as conclusões do estudo, o Sincopeças-SP e o Sindirepa-SP promoveram o Fórum do Cenário Mercado Brasileiro de Reposição, que colocou em discussão o aftermarket diante do cenário macroeconômico e projetou as principais tendências, desafios e perspectivas para os próximos anos. “Eu continuo reafirmando que, apesar das dificuldades que nós enfrentamos, apesar dessa crise econômica que está assustando muita gente, este mercado continua sendo promissor. Ele está em processo de consolidação bastante rápido e sofrendo transformações profundas, mas ainda continua sendo uma boa opção de negócio”, avaliou durante o encontro o presidente do Sincopeças-SP, Francisco De La Tôrre.
 
A primeira questão que o empresário da reposição automotiva deve considerar é que a estrutura da cadeia vai passar por algumas modificações para manter e garantir a rentabilidade das empresas. Segundo concluiu o estudo da Roland Berger, ela irá reduzir, passando por uma migração lenta de três para dois níveis com a consolidação do varejo, fragmentação da distribuição e necessidade de adaptação às novas demandas. Em resumo, as relações entre a cadeia seguirão nos moldes atacado/varejo e varejo/reparo. “O varejista é o principal cliente do distribuidor, o reparador é o principal cliente do varejista”, ratificou o presidente do sindicato que representa os varejos em São Paulo.
 
Isso tudo implica diretamente na atual tendência das lojas independentes aderirem às redes de varejo para assumirem uma posição de maior destaque diante do mercado e na fusão com os distribuidores, com a formação do “atacarejo”. A previsão para adesão à esse novo formato, de acordo com a pesquisa, é de até 3 anos nas grandes capitais e de até 7 anos em outros municípios.
 
Frota crescerá 3% ao ano e SUVs terão mais presença nas ruas
 
O mercado de reposição automotiva no Brasil estima ter movimentado 23 bilhões de reais em 2014, incluindo apenas peças e fluidos. A projeção para 2020 é que esse volume suba para R$ 65 bilhões. Para melhorar a gestão e o controle do estoque, o varejista deve procurar entender o que se passa na cabeça de seu cliente e analisar a estrutura da frota para, desta forma, otimizar suas compras.
 
O estudo indica expansão anual da frota de leves e pesados equivalente a 3%, com preferência considerável do mercado por utilitários esportivos em substituição aos sedãs médios. Com o crescimento de 7% na comercialização dos chamados SUVs, o nível de tecnologia embarcada crescerá em paralelo e exigirá mais especialização e qualificação do setor como um todo.
 
Fonte: Laura Loyo/Jornal Novo Varejo
Foto: Divulgação/Jornal Novo Varejo