Fonte: Valor Econômico – Multinacionais Brasileiras

Uma linha traçada rumo ao Oriente
China e ìndia estão no mapa para fortalecer posições no exterior
Por Leonor Bueno

Com oito fábricas no exterior, duas delas nos Estados Unidos e cinco na União Européia, a indústria de autopeças Sabó traçou pelo Oriente sua nova rota de expansão internacional. China e Índia destacam-se nesse mapa. Bem no meio do furacão da crise, em outubro de 2008, a empresa inaugurou uma pequena fábrica em um novo distrito industrial, a 130 quilômetros de Xangai, na cidade de Wishi. O investimento de US$ 3 milhões é uma demonstração de que não há espaço para hesitação quando o objetivo é fortalecer posições. “A produção de itens para conjuntos de transmissões na China ainda é muito pequena, mas atende importantes clientes, como Wolkswagen e a Cummings”, conta o diretor Luis Gonzalo Guardia Souto.

A empresa está segura de sua estratégia. “A china atrai nossos clientes e é lá que temos que estar presentes”, afirma. “Essa é a base de todo o nosso processo de internacionalização.” A entrada da Índia, por sua vez, depende de uma decisão que será tomada em 2010. A empresa avalia a melhor forma de iniciar a operação no país – se por meio de aquisição, como de na Alemanha, em 1993, com a compra da Kaco, ou com montagem de uma fábrica para atender clientes na região.

Além da amplitude do mercado, que atrai para lá outras multinacionais, Gonzalo Guardia assinala que o mercado indiano chama a atenção pela nova formatação de veículos que surge com o lançamento do Nano, pela Tata Motors. O conceito de pequeno e barato pode ou não se expandir, mas exige atenção redobrada neste momento de transição do mercado. O aquecimento climático e a demanda por tecnologias e combustíveis mais limpos também cumprem papel importante nessas definições que a Sabó acompanha de perto e junto aos clientes – tudo para não perder mercado.

A empresa já nota uma reação das vendas nos Estados Unidos, com o avanço dos veículos menores. “no mercado europeu, a recuperação será bem lenta”, afirma Gonzalo Guardiã. Mesmo depois da forte queda dos pedidos á industria entre 2008 e 2009, ele espera terminar o ano com o mesmo volume de vendas de 2008 nos Estados Unidos. A razão desse otimismo esta na evolução da indústria brasileira com os carros 1.0 e a tecnologia do álcool combustível –m seja por parte das subsidiárias de montadoras estrangeiras, seja pelo setor nacional de autopeças.