Fonte: Site Época Negócios - Ranking: Fundação Dom Cabral

Veja o ranking das empresas mais internacionalizadas do Brasil | Época NEGÓCIOS - notícias em Empresa Época Negócios  2 de julho de 2012

http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2012/06/veja-o-ranking-das-empresas-mais-internacionalizadas-do-brasil.html

Ranking: JBS é a empresa mais transnacional do Brasil A Fundação Dom Cabral (FDC) divulgou hoje (26/06) um ranking que aponta as empresas mais transnacionais do país. A lista é liderada pela JBS, com 53,8% de internacionalização – a companhia já tinha ocupado a primeira posição no ano passado.Em segundo lugar ficou a siderúrgica Gerdau, com 51,6%, e em terceiro a Stefanini, do ramo de tecnologia da informação, com 46,4% . As duas empresas trocaram a posição em relação ao ranking do ano passado, quando a Gerdau era a terceira colocada e a Stefanini, a segunda. 

O ranking mostra ainda que a maioria das receitas da JBS (73,2%) têm origem nas suas operações no exterior. O mesmo acontece com a Gerdau, onde 52,4% do lucro tem origem fora do Brasil.  Já a terceira colocada no ranking detransnacionalidade, a Stefanini IT Solutions, possui o maior porcentual de ativos fora do país (61,2%), mas o porcentual de receita gerada no exterior é menor (36%).

      AS MAIS INTERNACIONALIZADAS

      JBS Friboi

      Gerdau

      Stefanini It Solutions

      Metalfrio

      Marfrig

      Ibope

      Odebrecht

      Sabó

      Magnesita

      Tigre

Nas empresas com faturamento de até R$ 1 bilhão, as mais internacionalizadas são Metalfrio (45,2%), Ibope (43,8%) e Sabó (36,3%). Já entre as empresas brasileiras com franquias no exterior, o ranking da Dom Cabral é liderado pela Via Uno (18,3%), seguida pela Fábrica di Chocolate (12,1%) e a Showcolate (10,9%).A Vale é a empresa presente em maior número de países (38). A gigante da mineração é seguida pela Stefanini (26 países) e pela Odebrecht (25). No total, as multinacionais brasileiras estão presentes em quase 90 países do mundo, sendo a maioria na América Latina (77,8%), América do Norte (57,1%) e Europa (46%). A maioria começou a operar no exterior pelos países da América Latina, onde 63,3% das participantes tiveram sua primeira subsidiária internacional. O ranking mede os ativos, as receitas e o total de funcionários decorrentes de operações fora do país. Ao todo, 47 transnacionais participaram da pesquisa; 16 com foco principalmente no setor de franquias. Desse total, 33 faturam mais de R$ 1 bilhão por ano. A coleta das informações aconteceu entre março e maio deste ano, período em que as empresas publicam seus balanços de 2011.

Investimento
Apesar do agravamento da crise econômica, principalmente nos países da Europa, não há por enquanto indícios de que as multinacionais brasileiras tenham planos de deixar os mercados nos quais atuam. "Nós não esperamos grandes mudanças para o ano que vem. Se por um lado os dados mostram que as empresas não pretendem expandir suas operações internacionais, por outro, não sinalizam que elas vão se retirar desses mercados", diz o coordenador do Núcleo de Negócios Internacionais da FDC, Sherban Leonardo Cretoiu. Das empresas consultadas pela Fundação, 60,9% pretendem expandir nos mercados que já atuam e 27,7% planejam entrar em novos mercados.

Saiba Mais
Com 165 mil milionários, Brasil é o 11º país que reúne mais ricos  Brasil é 7º em venda de veículos em abril, diz consultoria USP é eleita a melhor universidade da América LatinaSegundo a professora do Núcleo de Negócios Internacionais da FDC, Lívia Lopes Barakat, uma das responsáveis pela pesquisa, a crise econômica também tem criado oportunidades. 

"Muitas empresas brasileiras têm a chance de entrar no exterior a partir da aquisiçao de empresas em dificuldade ou em processo de falência", explica. "É um ciclo virtuoso. À medida que as companhias se internacionalizam, vão tendo mais confiança e conhecimento, de forma que elas vão expandindo por questão de sobrevivência ou para ganhar musculatura", complementa Sherban.  Embora as margens de lucro das transacionais tenham sido maiores no mercado doméstico (17,3%) do que no exterior (14%) - cenário apontado pelo ranking nos últimos três anos -, o fato de as diferenças ainda serem muito pequenas faz com que as operações internacionais não sejam afetadas. De acordo com o levantamento, as empresas aumentam gradualmente o índice de internacionalização a uma taxa de 1% ao ano. Isso porque para a maioria, os benefícios da internacionalização superam os riscos. Para 87,3% das transnacionais, a internacionalização contribui para melhorar a imagem do Brasil no exterior e 61,9% acreditam que outro beneficio é a incorporação de novas tecnologias e processos ao parque industrial brasileiro. Já entre os principais desafios desse processo estão os riscos políticos e econômicos (45,5%), desvantagens do recém-chegado (22,7%) e dificuldades ou custos da coordenação e governança (18,2%).

Franquias
O setor de franquias, que no Brasil cresce há quase uma década na casa de dois dígitos ao ano, também tem tido bom desenvolvimento no exterior, segundo os pesquisadores da FDC. Nesse caso, muitas vezes a expansão acontece por oportunidade, quando um investidor estrangeiro conhece uma marca nacional e demonstra interesse em levar a franquia para outro país. "Para elas os riscos são menores, porque a franqueadora não precisa fazer grandes investimentos para fazer a expansão. Ela fornece o know-how e o investidor arca com os custos", afirma Sherban.

A popularidade da marca Brasil no exterior e a boa aceitação dos produtos nacionais fora do país também facilitariam a internacionalização das franquias. Segundo a professora Lívia, principalmente no ramo de acessórios pessoais e calçados, há marcas que entraram no exterior por meio da exportação e, a partir do reconhecimento dos seus produtos, lançaram franquias no mercado internacional.